Sunday, February 21, 2021
Fragments
I am running away in fear of history repeating itself. Always fleeing, and always in fear. I run away from my own hatred, because it scares me to death. It feels like there are so deep opposites inside me, I don't even know who I really am. Am I the one who loves endlessly- or the one who has to hold herself from murderous acts? I am thorned, I am dying all the time in furious poison of loneliness and dreams abandoned, I can't pretend I don't care anymore.
Ato II . Solidão
Após a primeira morte, ela esperava se libertar. Mas inspirou profundamente, e no ar ainda estava todo o seu amar. Enquanto os minutos escorriam na espiral vertiginosa da morte, a dor latejante se tornou como uma canção de ninar, um embalo constante para lembrá-la de respirar. Caminhando em trevas, o medo dominou todo o seu pensar, e ela em absoluto pânico precisou do mundo se ausentar. Como a estranheza de abrir os olhos ao acordar, nada mais lhe é familiar: nem o toque, nem o tocar... Ela desaprendeu a estar. Então, de olhos fechados, virou na direção oposta e foi mergulhar em seu profundo oceano de memórias sem par. Ali se abriga, se acolhe, recolhe as lágrimas que nutrem o mar. Como aquela primeira música que a ensinou a amar, seis dias ela passou em silêncio nas profundezas de seu próprio pesar. Seis dias como os seis dias em que se fez este Verso, dias que se extendem além de onde sua alma míope é capaz de enxergar. E o sétimo dia chegou, mas não para descansar: chegou a hora de à superfície, retornar. Outro dos perigos do amor é perceber que nunca vai acabar.
Permanente
Estão rindo da minha paciência pois parece enlouquecer as mentes quentes, ansiosas para fazer acontecer. E eu que desaprendi a querer qualquer pessoa que não seja você, me cubro com rubra mortalha, foi-se carnavália e me aquece o pesar, o sopro gelado das horas sombrias que sua falta denuncia, fecho os olhos e mergulho no meu mar de sonhos onde você não tarda a chegar, brisa leve com sabor de luar. É preciso mais que o passar do tempo para me fazer mudar...
Saturday, February 20, 2021
Ato I . Amor Fantasma
Ninguém sabe a hora e o dia certos em que uma história de amor pode começar. E o que é uma história de amor? Será preciso caber no padrão de final feliz, casamento e filhos? No meu mundo literário as histórias são livres para se auto compor, conforme o vento sopra as nuvens em desenhos enigmáticos no céu claro. E uma história de amor nada mais é que uma fração de vida fotografada onde a pureza do amor aflorou.
Ela tinha medo, e tinha também curiosidade. Ponderou bastante qualquer interação, e o pessimismo regia seus pensamentos. O ego, ferido, queria distância. Entretanto sempre há uma instigante curiosidade que demanda ser investigada. E assim, ela falou primeiro, e em seguida se armou para uma batalha, se protegendo antecipadamente de qualquer resposta rude, ou do silêncio ainda mais perfurante.
Suas expectativas foram então frustradas por um diálogo gentil e inesperado. Ela baixou as armas, mas não se iludiu - diante de si só via o impossível.
Por que esse estranho a intrigava tanto? Por que havia de despertar nela uma sede desconhecida, de mergulhar em águas profundas e turvas? Um mistério.
Talvez o mistério fosse tudo - e numa jogada insana, ela entregou segredos dos quais não falava há tempos, certa de que seria mal vista por excessiva abertura, afinal nenhuma pergunta havia sido feita, e ali estava ela contando tudo de si.
Uma lágrima de choque se chocou com um sorriso incrédulo, quando aquele gentil estranho, num movimento inexplicável, ao invés de se afastar, mergulhou na mesma direção.
E as palavras continuaram brotando de uma fonte inesgotável de curiosidade, uma faísca na escuridão da mesmice habitual. E num dia qualquer, às duas da tarde, ela entendeu. Seu coração acelerou descontrolado, as mãos suando copiosamente, o ar parecia lutar em seus pulmões... Havia nascido nela uma semente de amor, e em seu peito jazia um sarcófago de si. Como poderia brotar uma semente em solo infértil? Como poderia resistir aos seus esforços de exterminá-la como a uma erva daninha?
Sua mente rodopiava em puro medo - esquecestes da impossibilidade desse amor? Não, não havia se esquecido e ainda assim ali estava.
Ela chorou, o medo contagiava o ar e tudo ao seu redor, sufocante. Ela se conhecia bem demais para saber que esse era o mais perigoso dos sentimentos. E tentou então fugir em todas as direções opostas, mas seu corpo já não mais obedecia. Fluía como a correnteza perene de um rio selvagem, estrondosamente forte rumo a um único coração. Aqui as lágrimas corriam tão depressa que ela esteve em sério risco de se afogar - não devia ser tão triste assim amar.
E ele, que nada sabia, foi tão implacável quanto sua natureza impossível já havia prescrito, quando ela se atreveu a se declarar. A escuridão a recebeu como seu único lar, e aqui fica um dos perigos de amar: é se perder, e nunca mais se encontrar.
Overture
Amei o luar
E depois, o brilho do Sol
Eu nem sabia que vivia em trevas
Até você me acordar
Procuro por ele, quase sem ar
Suas cores são tão quentes que me fazem fraquejar
Mas na escuridão de sua ausência
É impossível respirar
E depois, o brilho do Sol
Eu nem sabia que vivia em trevas
Até você me acordar
Procuro por ele, quase sem ar
Suas cores são tão quentes que me fazem fraquejar
Mas na escuridão de sua ausência
É impossível respirar
The Rise of Thy Blessed Soul
É essencial olhar além, merguhar na imensidão do horizonte
Corpo e alma entrelaçados numa nuvem prata
Percepção se aguçando, os anjos vem sussurar
Para quem estiver ouvindo com atenção.
Come and look beyond, dive in the horizon
Allow your soul to reflect on your body, shivering
Feel the wind and swim within a silver cloud of dreams
Corpo e alma entrelaçados numa nuvem prata
Percepção se aguçando, os anjos vem sussurar
Para quem estiver ouvindo com atenção.
Come and look beyond, dive in the horizon
Allow your soul to reflect on your body, shivering
Feel the wind and swim within a silver cloud of dreams
Thursday, February 18, 2021
Campo Minado
Sou científicamente imprevisível
Meu coração é um campo minado
E cada passo pode fazer você voar tão distante...
Às vezes meu coração é apenas o breu
E as luzes das estrelas parecem um mito
Criado apenas para me iludir e desviar
Mas tem horas que é impossível negar
A forma como o sentimento me consome
Sua voz é como o ar invadindo meu corpo Involuntariamente
Seu olhar perfura a fundo as distâncias e parece me tocar
Eu me ensinei a esquecer de te amar
Mas hoje me esqueci de esquecer...
Meu coração é um campo minado
E cada passo pode fazer você voar tão distante...
Às vezes meu coração é apenas o breu
E as luzes das estrelas parecem um mito
Criado apenas para me iludir e desviar
Mas tem horas que é impossível negar
A forma como o sentimento me consome
Sua voz é como o ar invadindo meu corpo Involuntariamente
Seu olhar perfura a fundo as distâncias e parece me tocar
Eu me ensinei a esquecer de te amar
Mas hoje me esqueci de esquecer...
Wednesday, February 17, 2021
Lost
Fui arrancada da minha própria vida, raízes expostas, o ódio que em minhas veias escorria transbordou incontrolável, contaminando tudo. Feri, e choro as lágrimas que arranquei de meu próprio coração. Fiquei só, o chão se foi, e as paredes, e todas as vozes. Permanecem apenas as sombras da escuridão solitária onde meu pesar fez morada. Em desespero, busco consolo nas mãos erradas, e me afogo em lágrimas. E tudo aquilo que até minutos atrás me definia, me movia... agora não passa de água e sal, sonhos e lembranças de memórias irreais que nasceram e morreram dentro de mim sem nunca ganhar voz. O amor se tornou uma memória distante e impossível, e no silêncio me encontro pensando se no ódio ainda há amor, ou se é apenas a dor de cabeça latejando minha indecisão.
Monday, February 8, 2021
Quando a chuva chega
Amanheceu mais um dia sem Sol
As mãos frias e cinzas e mortas das minhas emoções parecem ter se arrastado sobre o céu
Rabiscando o azul e o dourado
Deixando trevas, escuridão e lágrimas
Como meu coração.
Estranhamente o clima de chumbo
Parece confortar meus olhos que já não querem ver o dia
Só as estrelas e os rugidos de fúria celeste
Dê-me trovões e relâmpagos
Enchentes e inundações, mortes e caos
E assim, não sinto pressa
E assim, não dói tanto estar aqui
Porque parece que o mundo tirou altas
E não preciso mais sorrir
Posso só estar aqui, e me sentir aceita
Pelo mundo que agora usa a face
Que dentro da minha alma, caminha
As mãos frias e cinzas e mortas das minhas emoções parecem ter se arrastado sobre o céu
Rabiscando o azul e o dourado
Deixando trevas, escuridão e lágrimas
Como meu coração.
Estranhamente o clima de chumbo
Parece confortar meus olhos que já não querem ver o dia
Só as estrelas e os rugidos de fúria celeste
Dê-me trovões e relâmpagos
Enchentes e inundações, mortes e caos
E assim, não sinto pressa
E assim, não dói tanto estar aqui
Porque parece que o mundo tirou altas
E não preciso mais sorrir
Posso só estar aqui, e me sentir aceita
Pelo mundo que agora usa a face
Que dentro da minha alma, caminha
Wednesday, February 3, 2021
My dearest reader
It kind of pains me the fact that the only person (apparently) actually paying any attention to what I have to say here is my great Slovenian reader. I just wonder how you always know there's a new post to check. Do you get notifications or something? The website is mine but I confess not to check this sort of stuff as I probably should though...
Anyways, please don't be offended by my sadness. Is just a way of displaying the fact that I feel very lonely in the midst of everyone I know. And I wish I knew the only person who listens so carefully to my words from across the globe. Your anonymity actually pains me, know that much. Come out of it. Let's talk. Break the silence.
Silence her, now!
Words flow like an endless drain at work, taking away everything that gain life inside my mind.
I watch closely and yet a little absent-minded from my own curious persperctive: distance was easy for me and people skills were always an easy game. Is it? Is it cruel of me? I choose to give up hoping. No happy endings to delude me. C'mon darling, you know it very well, how I'd watch time fly by for years in a row, just while watching your eyes glow. So there is no need to pretend to know when in fact you're nowhere near control. Like poetry sucked dry, like a dark green poison juice, the faithless is ruining my thursday mornings into grey old shades. I fear laughter will never rise again from my chest in a loud roar. I wait with faded eyes, I want you to notice there's nothing you can do. And I shall hide, and be exposed. Betrayers shall be punished, and I am always the same silent emptiness that drives you to madness when no soul in the world speaks your tongue. All I bring is mayhem with a bloody flavour, and kisses of sweet heartache...
I watch closely and yet a little absent-minded from my own curious persperctive: distance was easy for me and people skills were always an easy game. Is it? Is it cruel of me? I choose to give up hoping. No happy endings to delude me. C'mon darling, you know it very well, how I'd watch time fly by for years in a row, just while watching your eyes glow. So there is no need to pretend to know when in fact you're nowhere near control. Like poetry sucked dry, like a dark green poison juice, the faithless is ruining my thursday mornings into grey old shades. I fear laughter will never rise again from my chest in a loud roar. I wait with faded eyes, I want you to notice there's nothing you can do. And I shall hide, and be exposed. Betrayers shall be punished, and I am always the same silent emptiness that drives you to madness when no soul in the world speaks your tongue. All I bring is mayhem with a bloody flavour, and kisses of sweet heartache...
Take the fault
So you think so low of yourself that you need to tell me all your sins? You hope or secretly desire that I loathe you for your past and all bad things we call mistakes? So let me show you that I don't and it ain't your privilege - I just don't waste energy in judging other people's lives. You see your shadow and it's darkness suits you. You feel you deserve pain. I am sorry but I can't ever agree with you on this matter. When I look at me, anger is just being built beneath apathy and sad eyes. I own the same self-oriented loathing, and I watched silent as it was built. Now I know that's what those phrases were teaching me all the time: you are worthless and not deserving even of all the bad things that came your way. You still do think that way, right? That somehow you got lucky to have that waste of time in your life... Wish I knew how to bring an end to this poisonous voice that crawls within my mind. At least, being aware of it, I may hear it from a nearly powerless spot inside me. And hopefully someday I can learn to share the trick.
{Meanwhile I crave for silence and solitude, and curse the world for humanity's existence}
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