Quando a gente menos espera, vem as circunstâncias puxar o seu tapete.
Lá estava eu, cheia de planos para ser indiferente, e confesso - próxima de obter sucesso - quando as lágrimas começaram a romper minha barreira de gelo.
Quanto tempo leva até a gente ser inteiro de novo, depois de perder parte de si?
Wednesday, May 26, 2010
Tuesday, May 25, 2010
Agora
Eu olho a imensidão do céu e penso na imensidão do mundo, e sinto minha imensa solidão.
Percebo que nutri e amei sentimentos e palavras vazias, mas minhas lágrimas não são vazias.
Tenho lágrimas repletas de dor, desejo e saudade. Lágrimas de arrependimento.
Com a cidade a meus pés, parto em busca de distrações mundanas, temporariamente eficazes. (É tolice crer na possibilidade de um esquecimento duradouro...)
Eu caminho e meu corpo muda. Toma forma de risos, por vezes sinceros mas não menos tristes.
Toma forma de música, e dança ao luar. Conheço, então, meu sofrimento, pois é uma dança sem par.
Fico imersa no silêncio e ouço meu coração quebrar; carrego no corpo um coração danificado.
Não aparento, é claro, no meu riso dissimulado, mas esse fardo amargo é doloroso para se carregar.
Eu falo e nada faz sentido; em revolta me calo e o mundo não vê.
Anseio pelo limbo absoluto, sem paixão, sem razão, sem por quê...
Percebo que nutri e amei sentimentos e palavras vazias, mas minhas lágrimas não são vazias.
Tenho lágrimas repletas de dor, desejo e saudade. Lágrimas de arrependimento.
Com a cidade a meus pés, parto em busca de distrações mundanas, temporariamente eficazes. (É tolice crer na possibilidade de um esquecimento duradouro...)
Eu caminho e meu corpo muda. Toma forma de risos, por vezes sinceros mas não menos tristes.
Toma forma de música, e dança ao luar. Conheço, então, meu sofrimento, pois é uma dança sem par.
Fico imersa no silêncio e ouço meu coração quebrar; carrego no corpo um coração danificado.
Não aparento, é claro, no meu riso dissimulado, mas esse fardo amargo é doloroso para se carregar.
Eu falo e nada faz sentido; em revolta me calo e o mundo não vê.
Anseio pelo limbo absoluto, sem paixão, sem razão, sem por quê...
Wednesday, May 19, 2010
Puro
Nem sempre por perto, e sempre tão distante
Uma coisa tão simples e sempre tão complicada
Vem de dia e invade a madrugada
Uma luz brilhante enaltecendo a aurora em ouro
Vem me chamar, vem me despertar
Quebra as brumas da noite, o azul anil
Adoça o meu humor...
O sentimento que pode os anos transpor
Em melodia perfeita se revela
Sua música tem sabor de luar
E permanece nas estrelas
O desvelar de tal mistério não é o ápice;
Existirá coisa mais tenra que a sutileza do tempo?
A lembrança de uma noite que trouxe no vento seu nome
E na pele, calafrios
Eterna é, e presente sempre será
Pois o que me alegra quando chega o crepúsculo
É a cor desconhecida dos teus olhos...
Uma coisa tão simples e sempre tão complicada
Vem de dia e invade a madrugada
Uma luz brilhante enaltecendo a aurora em ouro
Vem me chamar, vem me despertar
Quebra as brumas da noite, o azul anil
Adoça o meu humor...
O sentimento que pode os anos transpor
Em melodia perfeita se revela
Sua música tem sabor de luar
E permanece nas estrelas
O desvelar de tal mistério não é o ápice;
Existirá coisa mais tenra que a sutileza do tempo?
A lembrança de uma noite que trouxe no vento seu nome
E na pele, calafrios
Eterna é, e presente sempre será
Pois o que me alegra quando chega o crepúsculo
É a cor desconhecida dos teus olhos...
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