When I shine, be sure it's just for you
Rest safely in my arms
Or just give the comfort of yours
Don't think twice, it's for you I'm shining tonight
This deep lullaby carries me to your soul
That's a place I swim happily
And we shall be together
I will kiss you forever on nights like this...
Saturday, June 26, 2010
Sunday, June 20, 2010
Em sonhos ela me disse
Olhei no espelho e vi uma mulher cujos sonhos não tinham sido desgastados pela realidade. Ela me falou sobre amor e tragédia, sobre os deleites e dores da paixão avassaladora que ainda estava por vir. Me embalou com seu silencioso e forte canto, tão sutilmente expressivo... Vi ali como tudo podia ser de outra forma, bastava não me isolar das possibilidades que cada aurora e cada crepúsculo trazem.
Hoje é um dia novo e posso escolher se quero sorrir ou dormir. Posso chorar, me esconder atrás do medo e sofrer, mas hoje eu prefiro voar, dançando ao som dessa música perfeita... a vida!
Hoje é um dia novo e posso escolher se quero sorrir ou dormir. Posso chorar, me esconder atrás do medo e sofrer, mas hoje eu prefiro voar, dançando ao som dessa música perfeita... a vida!
Extracorpórea
Numa melodia nebulosa estou a flutuar
Sinto meu corpo se dissipar
Transmutar
Morro e renasço música pura
Tudo que quero é o raro
Sublime, doce e tenro
Encontrar afinal a nota perfeita
E por ela todas as lágrimas debulhar
Ontem me perdi do meu corpo
Agora não quero saber onde está
Flutuar pelo espaço sem fim
É a melhor forma de sublimar
Sinto meu corpo se dissipar
Transmutar
Morro e renasço música pura
Tudo que quero é o raro
Sublime, doce e tenro
Encontrar afinal a nota perfeita
E por ela todas as lágrimas debulhar
Ontem me perdi do meu corpo
Agora não quero saber onde está
Flutuar pelo espaço sem fim
É a melhor forma de sublimar
Saturday, June 19, 2010
Vício
Eu quero deixar uma marca
E brinco com fogo enquanto sonho acordada
Sei que até para mim estou errada
Mas a adrenalina desse perigo me acolheu como viciada
É como se eu mergulhasse num poderoso, tranquilo e violento mar
Tão morno e com tão irresistível sabor
Como se fosse meu poço particular de chocolate
Meu incessante e inesgotável estoque da minha droga predileta
Não consigo nem mesmo hesitar
Mergulho sem rédeas
E se morrer afogada
Será num estado pleno de êxtase
My own nirvana...
E brinco com fogo enquanto sonho acordada
Sei que até para mim estou errada
Mas a adrenalina desse perigo me acolheu como viciada
É como se eu mergulhasse num poderoso, tranquilo e violento mar
Tão morno e com tão irresistível sabor
Como se fosse meu poço particular de chocolate
Meu incessante e inesgotável estoque da minha droga predileta
Não consigo nem mesmo hesitar
Mergulho sem rédeas
E se morrer afogada
Será num estado pleno de êxtase
My own nirvana...
Saturday, June 12, 2010
No pique da Copa
Surpreendentemente, acho que gosto de futebol. Até agora, não perdi nenhum dos jogos da copa, ávida torcedora de quem estiver ganhando. Não sei não, mas estou apostando muito que é a companhia que influencia positivamente.
Realmente não sei, e é estranho de explicar como pode parecer ao mesmo tempo que se está a muito e também a pouco tempo com uma pessoa. A cumplicidade, o carinho e um toque a mais fazem a atmosfera tão simbiótica e estar junto, não importa o que se esteja fazendo, se torna o que há de mais prazeroso.
Eu, que sou muito desmemoriada para conteúdos de conversa, tenho a sensação de que nunca sei o que dizer e, pior, nunca tenho nada para dizer. Ainda assim, passo dias e dias com o Pedro e a conversa nunca morre. E nem é pela excitação da estréia, por assim dizer. É como se estivéssemos sempre um ali com o outro, e falar se torna tão natural quanto pensar. Mesmo estando longe, nunca estamos distantes.
Até que enfim... um dia dos namorados e eu me sentindo perfeitamente bem.
Realmente não sei, e é estranho de explicar como pode parecer ao mesmo tempo que se está a muito e também a pouco tempo com uma pessoa. A cumplicidade, o carinho e um toque a mais fazem a atmosfera tão simbiótica e estar junto, não importa o que se esteja fazendo, se torna o que há de mais prazeroso.
Eu, que sou muito desmemoriada para conteúdos de conversa, tenho a sensação de que nunca sei o que dizer e, pior, nunca tenho nada para dizer. Ainda assim, passo dias e dias com o Pedro e a conversa nunca morre. E nem é pela excitação da estréia, por assim dizer. É como se estivéssemos sempre um ali com o outro, e falar se torna tão natural quanto pensar. Mesmo estando longe, nunca estamos distantes.
Até que enfim... um dia dos namorados e eu me sentindo perfeitamente bem.
Wednesday, June 9, 2010
Imaculada
Num momento flashback-Crepúsculo, sempre falhei em entender (ou em acreditar) na Bella quando, ao encontrar Edward após ele tê-la abandonado, ela diz: "...eu me senti bem. Inteira.(...) Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita - não curada, mas como se nunca tivesse havido nenhuma ferida." Não conseguia acreditar na possibilidade dessas palavras serem verdadeiras até hoje, até me sentir da mesma maneira.
Eu indagava como era possível não se sentir ferido após ter sido brutalmente dilacerado. E percebi que esta é a dádiva que só um amor verdadeiro pode oferecer. Sua compensação é tão imensa e avassaladora que oblitera tudo o mais que possa nos atingir.
Eu resolvi criar uma caixinha de insatisfações, e tive medo de como me sentiria em relação a isso pois tinha certeza que ela nasceria já repleta de desgosto. E quando cheguei em casa hoje, e tive um momento comigo, percebi que minha caixa estava vazia. Sinto-me bem, inteira, perfeita. E quando penso no meu amor, não sinto dor. Apenas escuto sua voz dizendo "vem cá" para me pedir um beijo, ou mil. Sinto seu cheiro, me perco no sorriso do seu olhar e sei que estive esperando por esse dia a cada segundo desde que a gente se perdeu um do outro, meio ano atrás.
Eu indagava como era possível não se sentir ferido após ter sido brutalmente dilacerado. E percebi que esta é a dádiva que só um amor verdadeiro pode oferecer. Sua compensação é tão imensa e avassaladora que oblitera tudo o mais que possa nos atingir.
Eu resolvi criar uma caixinha de insatisfações, e tive medo de como me sentiria em relação a isso pois tinha certeza que ela nasceria já repleta de desgosto. E quando cheguei em casa hoje, e tive um momento comigo, percebi que minha caixa estava vazia. Sinto-me bem, inteira, perfeita. E quando penso no meu amor, não sinto dor. Apenas escuto sua voz dizendo "vem cá" para me pedir um beijo, ou mil. Sinto seu cheiro, me perco no sorriso do seu olhar e sei que estive esperando por esse dia a cada segundo desde que a gente se perdeu um do outro, meio ano atrás.
Sunday, June 6, 2010
Enjoy the silence - Depeche Mode
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Confusão
Estou experimentando algo novo, estranho. Algo tão avassalador que está afetando meu raciocínio. Sinto-me... anestesiada. Desnorteada.
Se eu queria tanto seguir por uma estrada ao ponto de ir até seu leito e construí-la, por que diabos eu hesitaria ao vê-la inteira e pronta diante de mim?
Se eu queria tanto seguir por uma estrada ao ponto de ir até seu leito e construí-la, por que diabos eu hesitaria ao vê-la inteira e pronta diante de mim?
Delírio na madrugada
Quero um cigarro e um cobertor
Para espantar o frio e o amor
Quero silêncio e um cachorro
Que me vele o sono no seu lugar
Quero um beijo e um abraço
Um abraço e dois beijos
E mais tarde quero só sonhar
É criminoso o quão feliz você pode me fazer.
Para espantar o frio e o amor
Quero silêncio e um cachorro
Que me vele o sono no seu lugar
Quero um beijo e um abraço
Um abraço e dois beijos
E mais tarde quero só sonhar
É criminoso o quão feliz você pode me fazer.
Thursday, June 3, 2010
Angústia
Parece doença. Na maioria das vezes, me sinto bem doente. Um calor estranho domina a mente, tudo parece sufocar, comprimir. Me devora de dentro para fora, começando pelo estômago.
Fico pensando tanto em como as coisas estão, como eu queria que fosse tudo magicamente melhor... Nessas horas aparece qualquer coisa de inesperado - como uma presença, ou uma ausência - e tudo fica de cabeça para baixo. Perco todos os meus eixos e não sei o que fazer.
Sinto uma vontade incontrolável de escrever, de novo e de novo e de novo, tudo aquilo que não vai mais acontecer e eu simplesmente sou incapaz de erradicar da minha cabeça. Descrevo tudo o que minha memória captou, e sempre acho tudo imperfeito demais quando termino.
Acredito que estou o tempo todo à deriva, esperando... Esperando um sentido plausível para o fim, ou um recomeço. Cada minuto que passa me tortura, e nem sei mais o que esperar de mim. Às vezes me confino em meu leito, como se a morte espreitasse. Outras raras vezes, me levanto e faço algo útil. Na maior parte do tempo estou desplugada do mundo, assistindo uma realidade imaginária se desenrolar e provocar sentimentos mais simples e menos dolorosos em mim.
Não creio que tenha me sentido anteriormente mais vulnerável ou exposta do que agora, e procuro constantemente tudo ao meu alcance para fortificar minha barreira emocional.
Já faz muito tempo que não coloco em palavras simples e diretas as coisas que acontecem comigo. Deve ser o medo de expor meus sentimentos, mas que sentido há nisso? Não encontro nenhum.
A vontade de compartilhar, escrever, contar, fica toda aqui dentro. Como por exemplo minha ida ao circo, meus dias intermináveis na cama assistindo Monk, o festival de Jazz, conversar de verdade com pessoas que gosto. Tudo isso acontecendo, e eu me sinto vivendo uma segunda realidade paralela, onde nada disso importa e que bloqueia tudo isso para um universo onde eu não consigo falar.
I think I found a new low.
Fico pensando tanto em como as coisas estão, como eu queria que fosse tudo magicamente melhor... Nessas horas aparece qualquer coisa de inesperado - como uma presença, ou uma ausência - e tudo fica de cabeça para baixo. Perco todos os meus eixos e não sei o que fazer.
Sinto uma vontade incontrolável de escrever, de novo e de novo e de novo, tudo aquilo que não vai mais acontecer e eu simplesmente sou incapaz de erradicar da minha cabeça. Descrevo tudo o que minha memória captou, e sempre acho tudo imperfeito demais quando termino.
Acredito que estou o tempo todo à deriva, esperando... Esperando um sentido plausível para o fim, ou um recomeço. Cada minuto que passa me tortura, e nem sei mais o que esperar de mim. Às vezes me confino em meu leito, como se a morte espreitasse. Outras raras vezes, me levanto e faço algo útil. Na maior parte do tempo estou desplugada do mundo, assistindo uma realidade imaginária se desenrolar e provocar sentimentos mais simples e menos dolorosos em mim.
Não creio que tenha me sentido anteriormente mais vulnerável ou exposta do que agora, e procuro constantemente tudo ao meu alcance para fortificar minha barreira emocional.
Já faz muito tempo que não coloco em palavras simples e diretas as coisas que acontecem comigo. Deve ser o medo de expor meus sentimentos, mas que sentido há nisso? Não encontro nenhum.
A vontade de compartilhar, escrever, contar, fica toda aqui dentro. Como por exemplo minha ida ao circo, meus dias intermináveis na cama assistindo Monk, o festival de Jazz, conversar de verdade com pessoas que gosto. Tudo isso acontecendo, e eu me sinto vivendo uma segunda realidade paralela, onde nada disso importa e que bloqueia tudo isso para um universo onde eu não consigo falar.
I think I found a new low.
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