Dormi certa noite em meu antigo quarto
Onde tantas horas passei enclausurada
Te amando, te odiando, te vivendo
O ar parece que se impregnou com seu cheiro
A janela guarda a memória da sua silhueta esguia
A cama reteve o seu calor e seu formato, espreguiçando
Sentei-me no beiral da janela aberta, e o farfalhar das árvores escuras cantou seu nome docemente
Me fazendo chorar
Quis me libertar, mas fiquei presa em suas memórias
Senti seu rosto se aproximar do meu, seu sorriso feliz que nunca mais vi
E quis que nenhuma vida minha tivesse existido sem a sua
Escapar desse quarto foi mais do que sair e fechar a porta atrás de mim, de olhos fechados
Escapar dessa prisão mental onde vivo a um pensamento de distância de você é impossível
É como deixar as pirâmides do Egito serem demolidas ou implodir a Muralha da China
É abandonar os tesouros mais valiosos ou nunca ter ouvido Pink Floyd
É criminoso e não-factível
Não dá para viver com meio coração, nem com um pulmão só.
Saturday, December 25, 2010
Feliz Navidad
Alors on danse...
Passos básicos para ter suas ilusões e alegrias natalinas na lixeira antes mesmo da meia-noite:
-Passe a tarde com sua mãe neurótica, pessimista, solteira e mal-humorada
-Ignore todo o mal-humor e continue sorridente, alegre e saltitante
-Receba os amigos e esqueça a hora de começar a se aprontar; consequentemente fique hiper atrasada
-Resolva ir de ônibus em 3 ceias de Natal só para economizar no táxi e fique DE FATO a pessoa mais atrasada da noite
- Esqueça de almoçar e não coma quase nada em lugar nenhum - estômago vazio = péssimo humor
- Esqueça de comprar créditos na hora ideal e fique impedida de mandar mensagens de feliz Natal
- Atenda o telefone quando seu ex ligar de número desconhecido, reconheça sua voz, escute o que ele tem a dizer e desligue antes que ele note que vc já está chorando por todos os seus poros
- Cace briga com alguém que te faça passar a meia-noite dentro do carro, no trânsito.
Depois disso tudo, não rola nem um sorrisinho de Natal feliz, mesmo se vc ganhar aquele creme de ameixa do Boticário que vc vem namorando desde o lançamento no Natal do ano passado...
Passos básicos para ter suas ilusões e alegrias natalinas na lixeira antes mesmo da meia-noite:
-Passe a tarde com sua mãe neurótica, pessimista, solteira e mal-humorada
-Ignore todo o mal-humor e continue sorridente, alegre e saltitante
-Receba os amigos e esqueça a hora de começar a se aprontar; consequentemente fique hiper atrasada
-Resolva ir de ônibus em 3 ceias de Natal só para economizar no táxi e fique DE FATO a pessoa mais atrasada da noite
- Esqueça de almoçar e não coma quase nada em lugar nenhum - estômago vazio = péssimo humor
- Esqueça de comprar créditos na hora ideal e fique impedida de mandar mensagens de feliz Natal
- Atenda o telefone quando seu ex ligar de número desconhecido, reconheça sua voz, escute o que ele tem a dizer e desligue antes que ele note que vc já está chorando por todos os seus poros
- Cace briga com alguém que te faça passar a meia-noite dentro do carro, no trânsito.
Depois disso tudo, não rola nem um sorrisinho de Natal feliz, mesmo se vc ganhar aquele creme de ameixa do Boticário que vc vem namorando desde o lançamento no Natal do ano passado...
Sunday, October 3, 2010
Meu lado mau (For Dogs)
"You have to be trusted
By the people that you lie to
So that when they turn their backs on you
You'll get the chance to put the knife in."
Sometimes I just feel like a crawling snake dressed as a plain roomate with hightened senses and happy humor.
Sometimes all I want is to be able to make all the choices I've done differently
Sometimes I don't feel like cooking at all
Most of times I want to sail out and then touch the sun sleeping by my side
Sometimes I'm not even inside
Sometimes there's no point in trying
Sometimes a kiss would do
But still, most times I'll just give in to you
Sometimes I dream away from here
And in those times, my will is quiet
Rushing underwater
Breaking apart whenever reality kicks in
Most of times all I want is lay low on the floor and dance to the wind
Feel when the knife sets in
I'll be holding him close
Lips parted and wet, breathing heavily
Warm touch of golden skin
Eyes drawing fire
The blood will taste of chocolat in my tongue
And like iron on your back
The blade shall last forever
Exquisite pain
I drown in him, I drown you in pain
No burden left for me to bare
Here are my cigarretes and my lighter
Time to set the flames on the house
With a quiet silent and sensual gasp
Time's up, just fall into my darkest dreams and sleep
Cores
Viver é uma delícia.
Descobrir a cada dia um novo dom e uma nova cor, no ar um novo sabor.
Gosto de chuva nos lábios que amanhecem
Cheiro de sol na pele macia
Um dia perfeitamente gris.
Se eu pudesse, eu me curava
Enquanto não posso, flutuo no céu e no mar
Fazendo tudo vibrar
Dançando ao som do vento que cantava
Todo dia, toooodo dia....
Descobrir a cada dia um novo dom e uma nova cor, no ar um novo sabor.
Gosto de chuva nos lábios que amanhecem
Cheiro de sol na pele macia
Um dia perfeitamente gris.
Se eu pudesse, eu me curava
Enquanto não posso, flutuo no céu e no mar
Fazendo tudo vibrar
Dançando ao som do vento que cantava
Todo dia, toooodo dia....
Friday, September 17, 2010
O tempo, Alice e outras idéias (O útero vazio)
Hoje estou inspirada.
Ontem estava pensando como é curioso a forma que o tempo passa, e ainda mais curioso o tanto que ele não passa dentro da minha sensação de memória. Hoje o Daniel completou 6 anos. Nem preciso olhar para trás no arquivo das memórias para voltar a ser a menina com seus 18 anos recém-completos, num longo vestido preto e blusa de frio vinho, achando que esse dia seria só mais um dia sem nada de muito especial para fazer e que de repente começou a sangrar e chorar e brigar e se indignar com tudo e todos no hospital, com medo e com fome - o sono veio mais tarde. A menina que dormiu profundamente em trabalho de parto e chorou muda a dor da anestesia - que também não funcionou. Apenas um projeto de mulher, tão longe de ser uma mãe e totalmente desesperada, abandonada num corredor vazio enquanto perdia o primeiro banho da vida do único filho. Lembrar é como ser ela mais uma vez, sentir tudo aquilo, e tocar meu útero vazio às 16:32 dos dias 17 de Setembro de cada ano que eu viver.
Outras memórias, mais recentes, pelo contrário, me abandonaram por completo e me deixaram em paz. Meus dias e noites estão tão mais vazios dos outros que se tornaram repletos de mim - e posso me ver. A auto-análise se tornou tão natural e frequente que simplesmente sou incapaz de ficar sem. É um movimento constante: penso em fazer, faço, penso por que fiz, penso por que senti vontade de fazer. E aí acontece! Eu entendo um pedaço novo de mim. É uma delícia.
Não tenho mais preconceitos comigo - estou aberta para me conhecer. Não sei se isso é um efeito póstumo da viagem ao mundo da Alice, mas foi aí que tudo começou. O estar - absolutamente solitário - no buraco onde Alice por vezes se encerra, promove um ápice na capacidade de concentração. Talvez seja a questão da multicoloridade do universo e sua total desproporção de tamanhos quando comparada a nossa realidade cotidiana, não sei dizer ao certo. Uma vez que cheguei lá, não queria voltar nunca mais. Não me apaixonei pelo Chapeleiro Maluco, mas quis sua companhia eterna, assim como Alice. Estive só comigo e as coisas do meu universo particular, e era o Chapeleiro que eu via quando abria os olhos - sem ver.
Agora já é mais tolerável a idéia de viver aqui - no universo comum - porque sei que sempre posso voltar mas, muito mais que isso, é que minha estadia lá transformou o mundo aqui em algo muito melhor, começando na auto-análise, passando pelo viver simplório e culminando na absoluta vivência natural.
WTF?, you might ask yourself.
Sou Lívia, e só porque está escrito no RG. O que vem daí, é a cada segundo. E estou adorando tudo isso!
Ontem estava pensando como é curioso a forma que o tempo passa, e ainda mais curioso o tanto que ele não passa dentro da minha sensação de memória. Hoje o Daniel completou 6 anos. Nem preciso olhar para trás no arquivo das memórias para voltar a ser a menina com seus 18 anos recém-completos, num longo vestido preto e blusa de frio vinho, achando que esse dia seria só mais um dia sem nada de muito especial para fazer e que de repente começou a sangrar e chorar e brigar e se indignar com tudo e todos no hospital, com medo e com fome - o sono veio mais tarde. A menina que dormiu profundamente em trabalho de parto e chorou muda a dor da anestesia - que também não funcionou. Apenas um projeto de mulher, tão longe de ser uma mãe e totalmente desesperada, abandonada num corredor vazio enquanto perdia o primeiro banho da vida do único filho. Lembrar é como ser ela mais uma vez, sentir tudo aquilo, e tocar meu útero vazio às 16:32 dos dias 17 de Setembro de cada ano que eu viver.
Outras memórias, mais recentes, pelo contrário, me abandonaram por completo e me deixaram em paz. Meus dias e noites estão tão mais vazios dos outros que se tornaram repletos de mim - e posso me ver. A auto-análise se tornou tão natural e frequente que simplesmente sou incapaz de ficar sem. É um movimento constante: penso em fazer, faço, penso por que fiz, penso por que senti vontade de fazer. E aí acontece! Eu entendo um pedaço novo de mim. É uma delícia.
Não tenho mais preconceitos comigo - estou aberta para me conhecer. Não sei se isso é um efeito póstumo da viagem ao mundo da Alice, mas foi aí que tudo começou. O estar - absolutamente solitário - no buraco onde Alice por vezes se encerra, promove um ápice na capacidade de concentração. Talvez seja a questão da multicoloridade do universo e sua total desproporção de tamanhos quando comparada a nossa realidade cotidiana, não sei dizer ao certo. Uma vez que cheguei lá, não queria voltar nunca mais. Não me apaixonei pelo Chapeleiro Maluco, mas quis sua companhia eterna, assim como Alice. Estive só comigo e as coisas do meu universo particular, e era o Chapeleiro que eu via quando abria os olhos - sem ver.
Agora já é mais tolerável a idéia de viver aqui - no universo comum - porque sei que sempre posso voltar mas, muito mais que isso, é que minha estadia lá transformou o mundo aqui em algo muito melhor, começando na auto-análise, passando pelo viver simplório e culminando na absoluta vivência natural.
WTF?, you might ask yourself.
Sou Lívia, e só porque está escrito no RG. O que vem daí, é a cada segundo. E estou adorando tudo isso!
Chapeleiro Maluco
Eis que enfim a compreensão veio ao meu encontro
Chegou pelo intermédio do psicólogo
E pude ver pelos olhos de Alice
Perfeito, mágico e sublime momento
Mérito somente meu
E ele apenas me deu a mão, ou talvez tenha sido muitos beijos, não me recordo com precisão
O que me lembro e me apego é o movimento que vi nas luzes
O cheiro de mar, infância e rosas
A doçura dos sentidos - tato, paladar, audição, visão e olfato
Tais coisas maravilhosas que possuímos e deixamos passar
Ah, não mais
Nem mais um dia vou esquecer de como é
Andar descalça e dançar sem medo
Sentir o líquido frio refrescar a garganta
O poder que a melodia tem sobre meu senso de equilíbrio
E também sobre o humor
Me deparei com o mundo... tudo me fez feliz
E sobretudo o fato de que eu estava lá
E isso era tudo o que importava
O papel do psicólogo não é o de abrir a porta ou me entregar a chave
Basta que mostre que existe uma fechadura
E que seu formato se encaixa perfeitamente com uma chave:
Eu
Chegou pelo intermédio do psicólogo
E pude ver pelos olhos de Alice
Perfeito, mágico e sublime momento
Mérito somente meu
E ele apenas me deu a mão, ou talvez tenha sido muitos beijos, não me recordo com precisão
O que me lembro e me apego é o movimento que vi nas luzes
O cheiro de mar, infância e rosas
A doçura dos sentidos - tato, paladar, audição, visão e olfato
Tais coisas maravilhosas que possuímos e deixamos passar
Ah, não mais
Nem mais um dia vou esquecer de como é
Andar descalça e dançar sem medo
Sentir o líquido frio refrescar a garganta
O poder que a melodia tem sobre meu senso de equilíbrio
E também sobre o humor
Me deparei com o mundo... tudo me fez feliz
E sobretudo o fato de que eu estava lá
E isso era tudo o que importava
O papel do psicólogo não é o de abrir a porta ou me entregar a chave
Basta que mostre que existe uma fechadura
E que seu formato se encaixa perfeitamente com uma chave:
Eu
This Girl
She has brown eyes bottomless like the ocean
Filled with loss
Empty at the same time, and instead
There's no room for you to see the grief
It's just lost somewhere in between this sinkhole
Soul, heart, her
Don't come near, stay put but not close
There's nothing left for you to breathe
For you to steal from her
There's just nothing there
It's ethereal what you might feel you're getting
Get lost in the beautiful curls
Red, light or dark or gold
Melt in those drawn full lips
It's a rollercoaster entrance to a land of pleasures
And afterwards, a calm sea of golden colors
With a cigarrete and a glass of strawberry yogurt
She is a broken house now
No living is possible inside
Growing soft the ground beneath her
Sinking in the mud
Sinking in thoughts of love
Filled with loss
Empty at the same time, and instead
There's no room for you to see the grief
It's just lost somewhere in between this sinkhole
Soul, heart, her
Don't come near, stay put but not close
There's nothing left for you to breathe
For you to steal from her
There's just nothing there
It's ethereal what you might feel you're getting
Get lost in the beautiful curls
Red, light or dark or gold
Melt in those drawn full lips
It's a rollercoaster entrance to a land of pleasures
And afterwards, a calm sea of golden colors
With a cigarrete and a glass of strawberry yogurt
She is a broken house now
No living is possible inside
Growing soft the ground beneath her
Sinking in the mud
Sinking in thoughts of love
Saturday, August 28, 2010
Here am I, yet another goodbye
I'm so tired of drowning
In darkness and Chopin
In solitude, as time goes by
Aprendi a gostar de Bob Dylan e não derramei uma lágrima sequer. Aprendi a acreditar que o Pedro é dono de uma secreta bola de cristal, e a confiar mais nos meus próprios instintos.
Ainda assim, não aprendi a não me incomodar com as pequenas e grandes mentiras de quem se deita ao meu lado.
Um dia ouvi um homem dizer que era perfeito para mim. Talvez fosse, se o objetivo fosse me tornar a mulher mais descrente e incapaz de continuar sendo mulher de um homem só. Fora isso, obrigada pela diversão mas acho que ainda não cruzei um homem digno das minhas qualidades.
I'm walking through the summer nights
The jukebox playing low
Yesterday everything was going too fast
Today it's moving too slow
I've got no place left to turn
I've got nothing left to burn
Don't know if I saw you if I would kiss you or kill you
It probably wouldn't matter to you anyhow
You left me standing in the doorway crying
I've got nothing to go back to now
The light in this place is so bad
Making me sick in the head
All the laughter is just making me sad
The stars have turned cherry red
I'm strumming on my gay guitar
Smoking a cheap cigar
The ghost of our old love has not gone away
Don't look it like it will anytime soon
You left me standing in the doorway crying
Under the midnight moon
Maybe they'll get me and maybe they won't
But not tonight and I won't be here
There are things I could say, but I don't
I know the mercy of God must be near
I've been riding a midnight train
I've got ice water in my veins
I would be crazy if I took you back
It would go up against every rule I had
You left me standing in the doorway crying
Sufferring like a fool
When the last rays of daylight go down
Buddy you're old no more
I hear the church bells ringing in the yard
I wonder who they're ringing for
I know I can't win but my heart just won't give in
Last night I danced with a stranger
But she just reminded me you were the one
You left me standing in the doorway crying
In the dark land of the sun
I eat when I'm hungry and drink when I'm dry
And live my life on the square
And even if the flesh falls off my face
I know someone will be there to care
It always means so much
Even the softest touch
I see nothing to be gained by any explanation
There are no words that need to be said
You left me standing in the doorway crying
Blues wraped around my head
(Eu coloco minhas modificações pessoais em um momento mais oportuno.)
In darkness and Chopin
In solitude, as time goes by
Aprendi a gostar de Bob Dylan e não derramei uma lágrima sequer. Aprendi a acreditar que o Pedro é dono de uma secreta bola de cristal, e a confiar mais nos meus próprios instintos.
Ainda assim, não aprendi a não me incomodar com as pequenas e grandes mentiras de quem se deita ao meu lado.
Um dia ouvi um homem dizer que era perfeito para mim. Talvez fosse, se o objetivo fosse me tornar a mulher mais descrente e incapaz de continuar sendo mulher de um homem só. Fora isso, obrigada pela diversão mas acho que ainda não cruzei um homem digno das minhas qualidades.
I'm walking through the summer nights
The jukebox playing low
Yesterday everything was going too fast
Today it's moving too slow
I've got no place left to turn
I've got nothing left to burn
Don't know if I saw you if I would kiss you or kill you
It probably wouldn't matter to you anyhow
You left me standing in the doorway crying
I've got nothing to go back to now
The light in this place is so bad
Making me sick in the head
All the laughter is just making me sad
The stars have turned cherry red
I'm strumming on my gay guitar
Smoking a cheap cigar
The ghost of our old love has not gone away
Don't look it like it will anytime soon
You left me standing in the doorway crying
Under the midnight moon
Maybe they'll get me and maybe they won't
But not tonight and I won't be here
There are things I could say, but I don't
I know the mercy of God must be near
I've been riding a midnight train
I've got ice water in my veins
I would be crazy if I took you back
It would go up against every rule I had
You left me standing in the doorway crying
Sufferring like a fool
When the last rays of daylight go down
Buddy you're old no more
I hear the church bells ringing in the yard
I wonder who they're ringing for
I know I can't win but my heart just won't give in
Last night I danced with a stranger
But she just reminded me you were the one
You left me standing in the doorway crying
In the dark land of the sun
I eat when I'm hungry and drink when I'm dry
And live my life on the square
And even if the flesh falls off my face
I know someone will be there to care
It always means so much
Even the softest touch
I see nothing to be gained by any explanation
There are no words that need to be said
You left me standing in the doorway crying
Blues wraped around my head
(Eu coloco minhas modificações pessoais em um momento mais oportuno.)
Despertar
Cada nota do piano é um sopro de alegria que se perde
E parece ainda mais difícil do que antes
Ver traz consigo um fardo de tristeza inerente, e solidão.
Como explicar que não há cura para o agora?
Que ele está aqui e não se deve fugir dele?
É necessário vivenciá-lo
E só dói por minha causa, e de mais ninguém.
(Acreditar que alguém não vai mentir é inocência só minha)
Se desatrelar de sonhos e desejos é tarefa árdua
Entretanto, vital
E quem foi que me condicionou a pensar que viver podia ser fácil?
Minhas correntes arrebentadas ainda pesam em mim
Como a dor no membro há pouco tempo amputado
Esse caminho solitário só é capaz de acomodar um
E eu juro, não sabia que o vício da compania podia provocar tanta dor na abstinência, apesar do prazer da auto-suficiência
Eu vi o vinho turvo, amargo e familiar
Como uma estrela cadente, fugaz
Transformar-se em água cristalina, pura e sem sabor - mas a única capaz de saciar.
Foi como se de repente o próprio ar fosse um espelho habitual que, sem aviso, se partiu por completo
E revelou que nunca fora espelho e sim membrana
É como nascer - doloroso e único evento
Traz uma infinidade de possibilidades, exceto uma:
Recolher-se novamente no útero do vinho e ver apenas o espelho e suas sombras
Nada além
E parece ainda mais difícil do que antes
Ver traz consigo um fardo de tristeza inerente, e solidão.
Como explicar que não há cura para o agora?
Que ele está aqui e não se deve fugir dele?
É necessário vivenciá-lo
E só dói por minha causa, e de mais ninguém.
(Acreditar que alguém não vai mentir é inocência só minha)
Se desatrelar de sonhos e desejos é tarefa árdua
Entretanto, vital
E quem foi que me condicionou a pensar que viver podia ser fácil?
Minhas correntes arrebentadas ainda pesam em mim
Como a dor no membro há pouco tempo amputado
Esse caminho solitário só é capaz de acomodar um
E eu juro, não sabia que o vício da compania podia provocar tanta dor na abstinência, apesar do prazer da auto-suficiência
Eu vi o vinho turvo, amargo e familiar
Como uma estrela cadente, fugaz
Transformar-se em água cristalina, pura e sem sabor - mas a única capaz de saciar.
Foi como se de repente o próprio ar fosse um espelho habitual que, sem aviso, se partiu por completo
E revelou que nunca fora espelho e sim membrana
É como nascer - doloroso e único evento
Traz uma infinidade de possibilidades, exceto uma:
Recolher-se novamente no útero do vinho e ver apenas o espelho e suas sombras
Nada além
Wednesday, August 4, 2010
At the point of no return
So, so you think you can tell heaven from hell and blue skies from pain...
We are all so blind, don't let it get to your mind, it's too much information to hold.
Time can be unkind to me and it's me choosing not to break free.
Weak, weaker everyday, when you come to me, when we lay down at night, it's overwhelming.
So, stop moving foward. Stoping coming closer.
I'm not ready to leave, and I'm not strong enough to stay...
We are all so blind, don't let it get to your mind, it's too much information to hold.
Time can be unkind to me and it's me choosing not to break free.
Weak, weaker everyday, when you come to me, when we lay down at night, it's overwhelming.
So, stop moving foward. Stoping coming closer.
I'm not ready to leave, and I'm not strong enough to stay...
Wednesday, July 28, 2010
Sim, senhor!
A vida anda e é melhor você resolver acompanhar
Ou fácil fácil ela te atropela
E só vão restar seus escombros se você parar de tentar
Tente um pouco mais
Só até a noite chegar
Só até o vento bater e levar embora a brisa que te desagrada
De repente você chegou e me mostrou que ninguém vai lutar por mim.
De repente eu passei a ser uma pessoa decidida.
E aqui estou. Sobrevivi mais um dia, mas mais feliz que nunca!
Ou fácil fácil ela te atropela
E só vão restar seus escombros se você parar de tentar
Tente um pouco mais
Só até a noite chegar
Só até o vento bater e levar embora a brisa que te desagrada
De repente você chegou e me mostrou que ninguém vai lutar por mim.
De repente eu passei a ser uma pessoa decidida.
E aqui estou. Sobrevivi mais um dia, mas mais feliz que nunca!
Thursday, July 15, 2010
No escuro
A rubra luz do dia me ilumina em mais um dia que começa cansado.
Sem dormir, porque o sono me leva sempre para o lugar errado.
Penso no sorriso fácil que esse lugar me traz e fico melhor.
De repente fica tudo escuro, e difícil lembrar e entender como vim parar nesse breu.
Penso e penso naquele cantinho do mundo que já me pertenceu
Penso em tudo de bom
Nessas horas é que a gente descobre que a mágoa é o que menos permanece.
Está aqui, claro
Mas sobreposta por um milhão de sorrisos, risos e olhares
Que parecem incapazes de desvanecer...
Sem dormir, porque o sono me leva sempre para o lugar errado.
Penso no sorriso fácil que esse lugar me traz e fico melhor.
De repente fica tudo escuro, e difícil lembrar e entender como vim parar nesse breu.
Penso e penso naquele cantinho do mundo que já me pertenceu
Penso em tudo de bom
Nessas horas é que a gente descobre que a mágoa é o que menos permanece.
Está aqui, claro
Mas sobreposta por um milhão de sorrisos, risos e olhares
Que parecem incapazes de desvanecer...
Blizard
In the face of dreams I had
Grimaces of pain
Now I am turning helpless
Callous and alone
Waiting for a storm to brew
To wash my dream and love and sins away
Grimaces of pain
Now I am turning helpless
Callous and alone
Waiting for a storm to brew
To wash my dream and love and sins away
Wednesday, July 14, 2010
Vivendo em paralelo
Sinto que há algo travando cada palavra minha
Como uma dor por antecipação
Como o medo da compreensão
Minhas palavras chegam dilaceradas e moribundas
Meus sonhos observo através de um espelho quebrado
Vejo um reino envolto por neblina
O lindo reino plácido que criamos e matamos
Um reino que simplesmente não pode morrer
Fecho os olhos para a dor
Fecho-me para não ver
Porque vejo em todo lugar onde olho
Lembranças vivas em tudo
Sinto-me à beira de um penhasco que me convida
Me chama para o familiar estado imerso e suspenso
Quero cair... e resisto
Quero contemplar essa paisagem e não consigo me afastar
Vivendo paralelamente nesse estado de angústia
Tenho a minha culinária e a família para me ocupar
Tenho um homem que chega cansado do trabalho
E só quer me namorar
Que loucura, penso eu
Que tem assim tanto espaço em mim...
Como uma dor por antecipação
Como o medo da compreensão
Minhas palavras chegam dilaceradas e moribundas
Meus sonhos observo através de um espelho quebrado
Vejo um reino envolto por neblina
O lindo reino plácido que criamos e matamos
Um reino que simplesmente não pode morrer
Fecho os olhos para a dor
Fecho-me para não ver
Porque vejo em todo lugar onde olho
Lembranças vivas em tudo
Sinto-me à beira de um penhasco que me convida
Me chama para o familiar estado imerso e suspenso
Quero cair... e resisto
Quero contemplar essa paisagem e não consigo me afastar
Vivendo paralelamente nesse estado de angústia
Tenho a minha culinária e a família para me ocupar
Tenho um homem que chega cansado do trabalho
E só quer me namorar
Que loucura, penso eu
Que tem assim tanto espaço em mim...
Saturday, June 26, 2010
Entre eu e você
When I shine, be sure it's just for you
Rest safely in my arms
Or just give the comfort of yours
Don't think twice, it's for you I'm shining tonight
This deep lullaby carries me to your soul
That's a place I swim happily
And we shall be together
I will kiss you forever on nights like this...
Rest safely in my arms
Or just give the comfort of yours
Don't think twice, it's for you I'm shining tonight
This deep lullaby carries me to your soul
That's a place I swim happily
And we shall be together
I will kiss you forever on nights like this...
Sunday, June 20, 2010
Em sonhos ela me disse
Olhei no espelho e vi uma mulher cujos sonhos não tinham sido desgastados pela realidade. Ela me falou sobre amor e tragédia, sobre os deleites e dores da paixão avassaladora que ainda estava por vir. Me embalou com seu silencioso e forte canto, tão sutilmente expressivo... Vi ali como tudo podia ser de outra forma, bastava não me isolar das possibilidades que cada aurora e cada crepúsculo trazem.
Hoje é um dia novo e posso escolher se quero sorrir ou dormir. Posso chorar, me esconder atrás do medo e sofrer, mas hoje eu prefiro voar, dançando ao som dessa música perfeita... a vida!
Hoje é um dia novo e posso escolher se quero sorrir ou dormir. Posso chorar, me esconder atrás do medo e sofrer, mas hoje eu prefiro voar, dançando ao som dessa música perfeita... a vida!
Extracorpórea
Numa melodia nebulosa estou a flutuar
Sinto meu corpo se dissipar
Transmutar
Morro e renasço música pura
Tudo que quero é o raro
Sublime, doce e tenro
Encontrar afinal a nota perfeita
E por ela todas as lágrimas debulhar
Ontem me perdi do meu corpo
Agora não quero saber onde está
Flutuar pelo espaço sem fim
É a melhor forma de sublimar
Sinto meu corpo se dissipar
Transmutar
Morro e renasço música pura
Tudo que quero é o raro
Sublime, doce e tenro
Encontrar afinal a nota perfeita
E por ela todas as lágrimas debulhar
Ontem me perdi do meu corpo
Agora não quero saber onde está
Flutuar pelo espaço sem fim
É a melhor forma de sublimar
Saturday, June 19, 2010
Vício
Eu quero deixar uma marca
E brinco com fogo enquanto sonho acordada
Sei que até para mim estou errada
Mas a adrenalina desse perigo me acolheu como viciada
É como se eu mergulhasse num poderoso, tranquilo e violento mar
Tão morno e com tão irresistível sabor
Como se fosse meu poço particular de chocolate
Meu incessante e inesgotável estoque da minha droga predileta
Não consigo nem mesmo hesitar
Mergulho sem rédeas
E se morrer afogada
Será num estado pleno de êxtase
My own nirvana...
E brinco com fogo enquanto sonho acordada
Sei que até para mim estou errada
Mas a adrenalina desse perigo me acolheu como viciada
É como se eu mergulhasse num poderoso, tranquilo e violento mar
Tão morno e com tão irresistível sabor
Como se fosse meu poço particular de chocolate
Meu incessante e inesgotável estoque da minha droga predileta
Não consigo nem mesmo hesitar
Mergulho sem rédeas
E se morrer afogada
Será num estado pleno de êxtase
My own nirvana...
Saturday, June 12, 2010
No pique da Copa
Surpreendentemente, acho que gosto de futebol. Até agora, não perdi nenhum dos jogos da copa, ávida torcedora de quem estiver ganhando. Não sei não, mas estou apostando muito que é a companhia que influencia positivamente.
Realmente não sei, e é estranho de explicar como pode parecer ao mesmo tempo que se está a muito e também a pouco tempo com uma pessoa. A cumplicidade, o carinho e um toque a mais fazem a atmosfera tão simbiótica e estar junto, não importa o que se esteja fazendo, se torna o que há de mais prazeroso.
Eu, que sou muito desmemoriada para conteúdos de conversa, tenho a sensação de que nunca sei o que dizer e, pior, nunca tenho nada para dizer. Ainda assim, passo dias e dias com o Pedro e a conversa nunca morre. E nem é pela excitação da estréia, por assim dizer. É como se estivéssemos sempre um ali com o outro, e falar se torna tão natural quanto pensar. Mesmo estando longe, nunca estamos distantes.
Até que enfim... um dia dos namorados e eu me sentindo perfeitamente bem.
Realmente não sei, e é estranho de explicar como pode parecer ao mesmo tempo que se está a muito e também a pouco tempo com uma pessoa. A cumplicidade, o carinho e um toque a mais fazem a atmosfera tão simbiótica e estar junto, não importa o que se esteja fazendo, se torna o que há de mais prazeroso.
Eu, que sou muito desmemoriada para conteúdos de conversa, tenho a sensação de que nunca sei o que dizer e, pior, nunca tenho nada para dizer. Ainda assim, passo dias e dias com o Pedro e a conversa nunca morre. E nem é pela excitação da estréia, por assim dizer. É como se estivéssemos sempre um ali com o outro, e falar se torna tão natural quanto pensar. Mesmo estando longe, nunca estamos distantes.
Até que enfim... um dia dos namorados e eu me sentindo perfeitamente bem.
Wednesday, June 9, 2010
Imaculada
Num momento flashback-Crepúsculo, sempre falhei em entender (ou em acreditar) na Bella quando, ao encontrar Edward após ele tê-la abandonado, ela diz: "...eu me senti bem. Inteira.(...) Era como se nunca tivesse havido um buraco em meu peito. Eu estava perfeita - não curada, mas como se nunca tivesse havido nenhuma ferida." Não conseguia acreditar na possibilidade dessas palavras serem verdadeiras até hoje, até me sentir da mesma maneira.
Eu indagava como era possível não se sentir ferido após ter sido brutalmente dilacerado. E percebi que esta é a dádiva que só um amor verdadeiro pode oferecer. Sua compensação é tão imensa e avassaladora que oblitera tudo o mais que possa nos atingir.
Eu resolvi criar uma caixinha de insatisfações, e tive medo de como me sentiria em relação a isso pois tinha certeza que ela nasceria já repleta de desgosto. E quando cheguei em casa hoje, e tive um momento comigo, percebi que minha caixa estava vazia. Sinto-me bem, inteira, perfeita. E quando penso no meu amor, não sinto dor. Apenas escuto sua voz dizendo "vem cá" para me pedir um beijo, ou mil. Sinto seu cheiro, me perco no sorriso do seu olhar e sei que estive esperando por esse dia a cada segundo desde que a gente se perdeu um do outro, meio ano atrás.
Eu indagava como era possível não se sentir ferido após ter sido brutalmente dilacerado. E percebi que esta é a dádiva que só um amor verdadeiro pode oferecer. Sua compensação é tão imensa e avassaladora que oblitera tudo o mais que possa nos atingir.
Eu resolvi criar uma caixinha de insatisfações, e tive medo de como me sentiria em relação a isso pois tinha certeza que ela nasceria já repleta de desgosto. E quando cheguei em casa hoje, e tive um momento comigo, percebi que minha caixa estava vazia. Sinto-me bem, inteira, perfeita. E quando penso no meu amor, não sinto dor. Apenas escuto sua voz dizendo "vem cá" para me pedir um beijo, ou mil. Sinto seu cheiro, me perco no sorriso do seu olhar e sei que estive esperando por esse dia a cada segundo desde que a gente se perdeu um do outro, meio ano atrás.
Sunday, June 6, 2010
Enjoy the silence - Depeche Mode
Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Confusão
Estou experimentando algo novo, estranho. Algo tão avassalador que está afetando meu raciocínio. Sinto-me... anestesiada. Desnorteada.
Se eu queria tanto seguir por uma estrada ao ponto de ir até seu leito e construí-la, por que diabos eu hesitaria ao vê-la inteira e pronta diante de mim?
Se eu queria tanto seguir por uma estrada ao ponto de ir até seu leito e construí-la, por que diabos eu hesitaria ao vê-la inteira e pronta diante de mim?
Delírio na madrugada
Quero um cigarro e um cobertor
Para espantar o frio e o amor
Quero silêncio e um cachorro
Que me vele o sono no seu lugar
Quero um beijo e um abraço
Um abraço e dois beijos
E mais tarde quero só sonhar
É criminoso o quão feliz você pode me fazer.
Para espantar o frio e o amor
Quero silêncio e um cachorro
Que me vele o sono no seu lugar
Quero um beijo e um abraço
Um abraço e dois beijos
E mais tarde quero só sonhar
É criminoso o quão feliz você pode me fazer.
Thursday, June 3, 2010
Angústia
Parece doença. Na maioria das vezes, me sinto bem doente. Um calor estranho domina a mente, tudo parece sufocar, comprimir. Me devora de dentro para fora, começando pelo estômago.
Fico pensando tanto em como as coisas estão, como eu queria que fosse tudo magicamente melhor... Nessas horas aparece qualquer coisa de inesperado - como uma presença, ou uma ausência - e tudo fica de cabeça para baixo. Perco todos os meus eixos e não sei o que fazer.
Sinto uma vontade incontrolável de escrever, de novo e de novo e de novo, tudo aquilo que não vai mais acontecer e eu simplesmente sou incapaz de erradicar da minha cabeça. Descrevo tudo o que minha memória captou, e sempre acho tudo imperfeito demais quando termino.
Acredito que estou o tempo todo à deriva, esperando... Esperando um sentido plausível para o fim, ou um recomeço. Cada minuto que passa me tortura, e nem sei mais o que esperar de mim. Às vezes me confino em meu leito, como se a morte espreitasse. Outras raras vezes, me levanto e faço algo útil. Na maior parte do tempo estou desplugada do mundo, assistindo uma realidade imaginária se desenrolar e provocar sentimentos mais simples e menos dolorosos em mim.
Não creio que tenha me sentido anteriormente mais vulnerável ou exposta do que agora, e procuro constantemente tudo ao meu alcance para fortificar minha barreira emocional.
Já faz muito tempo que não coloco em palavras simples e diretas as coisas que acontecem comigo. Deve ser o medo de expor meus sentimentos, mas que sentido há nisso? Não encontro nenhum.
A vontade de compartilhar, escrever, contar, fica toda aqui dentro. Como por exemplo minha ida ao circo, meus dias intermináveis na cama assistindo Monk, o festival de Jazz, conversar de verdade com pessoas que gosto. Tudo isso acontecendo, e eu me sinto vivendo uma segunda realidade paralela, onde nada disso importa e que bloqueia tudo isso para um universo onde eu não consigo falar.
I think I found a new low.
Fico pensando tanto em como as coisas estão, como eu queria que fosse tudo magicamente melhor... Nessas horas aparece qualquer coisa de inesperado - como uma presença, ou uma ausência - e tudo fica de cabeça para baixo. Perco todos os meus eixos e não sei o que fazer.
Sinto uma vontade incontrolável de escrever, de novo e de novo e de novo, tudo aquilo que não vai mais acontecer e eu simplesmente sou incapaz de erradicar da minha cabeça. Descrevo tudo o que minha memória captou, e sempre acho tudo imperfeito demais quando termino.
Acredito que estou o tempo todo à deriva, esperando... Esperando um sentido plausível para o fim, ou um recomeço. Cada minuto que passa me tortura, e nem sei mais o que esperar de mim. Às vezes me confino em meu leito, como se a morte espreitasse. Outras raras vezes, me levanto e faço algo útil. Na maior parte do tempo estou desplugada do mundo, assistindo uma realidade imaginária se desenrolar e provocar sentimentos mais simples e menos dolorosos em mim.
Não creio que tenha me sentido anteriormente mais vulnerável ou exposta do que agora, e procuro constantemente tudo ao meu alcance para fortificar minha barreira emocional.
Já faz muito tempo que não coloco em palavras simples e diretas as coisas que acontecem comigo. Deve ser o medo de expor meus sentimentos, mas que sentido há nisso? Não encontro nenhum.
A vontade de compartilhar, escrever, contar, fica toda aqui dentro. Como por exemplo minha ida ao circo, meus dias intermináveis na cama assistindo Monk, o festival de Jazz, conversar de verdade com pessoas que gosto. Tudo isso acontecendo, e eu me sinto vivendo uma segunda realidade paralela, onde nada disso importa e que bloqueia tudo isso para um universo onde eu não consigo falar.
I think I found a new low.
Wednesday, May 26, 2010
Não por acaso...
Quando a gente menos espera, vem as circunstâncias puxar o seu tapete.
Lá estava eu, cheia de planos para ser indiferente, e confesso - próxima de obter sucesso - quando as lágrimas começaram a romper minha barreira de gelo.
Quanto tempo leva até a gente ser inteiro de novo, depois de perder parte de si?
Lá estava eu, cheia de planos para ser indiferente, e confesso - próxima de obter sucesso - quando as lágrimas começaram a romper minha barreira de gelo.
Quanto tempo leva até a gente ser inteiro de novo, depois de perder parte de si?
Tuesday, May 25, 2010
Agora
Eu olho a imensidão do céu e penso na imensidão do mundo, e sinto minha imensa solidão.
Percebo que nutri e amei sentimentos e palavras vazias, mas minhas lágrimas não são vazias.
Tenho lágrimas repletas de dor, desejo e saudade. Lágrimas de arrependimento.
Com a cidade a meus pés, parto em busca de distrações mundanas, temporariamente eficazes. (É tolice crer na possibilidade de um esquecimento duradouro...)
Eu caminho e meu corpo muda. Toma forma de risos, por vezes sinceros mas não menos tristes.
Toma forma de música, e dança ao luar. Conheço, então, meu sofrimento, pois é uma dança sem par.
Fico imersa no silêncio e ouço meu coração quebrar; carrego no corpo um coração danificado.
Não aparento, é claro, no meu riso dissimulado, mas esse fardo amargo é doloroso para se carregar.
Eu falo e nada faz sentido; em revolta me calo e o mundo não vê.
Anseio pelo limbo absoluto, sem paixão, sem razão, sem por quê...
Percebo que nutri e amei sentimentos e palavras vazias, mas minhas lágrimas não são vazias.
Tenho lágrimas repletas de dor, desejo e saudade. Lágrimas de arrependimento.
Com a cidade a meus pés, parto em busca de distrações mundanas, temporariamente eficazes. (É tolice crer na possibilidade de um esquecimento duradouro...)
Eu caminho e meu corpo muda. Toma forma de risos, por vezes sinceros mas não menos tristes.
Toma forma de música, e dança ao luar. Conheço, então, meu sofrimento, pois é uma dança sem par.
Fico imersa no silêncio e ouço meu coração quebrar; carrego no corpo um coração danificado.
Não aparento, é claro, no meu riso dissimulado, mas esse fardo amargo é doloroso para se carregar.
Eu falo e nada faz sentido; em revolta me calo e o mundo não vê.
Anseio pelo limbo absoluto, sem paixão, sem razão, sem por quê...
Wednesday, May 19, 2010
Puro
Nem sempre por perto, e sempre tão distante
Uma coisa tão simples e sempre tão complicada
Vem de dia e invade a madrugada
Uma luz brilhante enaltecendo a aurora em ouro
Vem me chamar, vem me despertar
Quebra as brumas da noite, o azul anil
Adoça o meu humor...
O sentimento que pode os anos transpor
Em melodia perfeita se revela
Sua música tem sabor de luar
E permanece nas estrelas
O desvelar de tal mistério não é o ápice;
Existirá coisa mais tenra que a sutileza do tempo?
A lembrança de uma noite que trouxe no vento seu nome
E na pele, calafrios
Eterna é, e presente sempre será
Pois o que me alegra quando chega o crepúsculo
É a cor desconhecida dos teus olhos...
Uma coisa tão simples e sempre tão complicada
Vem de dia e invade a madrugada
Uma luz brilhante enaltecendo a aurora em ouro
Vem me chamar, vem me despertar
Quebra as brumas da noite, o azul anil
Adoça o meu humor...
O sentimento que pode os anos transpor
Em melodia perfeita se revela
Sua música tem sabor de luar
E permanece nas estrelas
O desvelar de tal mistério não é o ápice;
Existirá coisa mais tenra que a sutileza do tempo?
A lembrança de uma noite que trouxe no vento seu nome
E na pele, calafrios
Eterna é, e presente sempre será
Pois o que me alegra quando chega o crepúsculo
É a cor desconhecida dos teus olhos...
Saturday, March 27, 2010
Recomeço
Relacionamentos são coisas muito complicadas. Duas pessoas, duas vidas, duas histórias, duas formas de pensar inteiramente diferentes. O caos do choque é certo, mas será possível passar por cima de tudo isso?
Ontem foi um dia importante para mim. Resolvi uma antiga pendência que me fez sofrer bastante por um longo período, mas nem tudo está perfeito. Agora, acordada, com fome e sentada na frente do computador, me pego pensando se tenho feito as melhores escolhas, ou tomado as melhores decisões. Olho para mim mesma e penso: se é isso o que eu quero, se é por isso que eu venho batalhando para ter, por que ainda assim continua sendo difícil?
Acho que no amor somos duas crianças perdidas, sem rumo. Sabemos o que sentimos, mas não sabemos como devemos agir ou o que fazer para solucionar os problemas que o caminho nos traz.
Essa foto foi tirada no aniversário do Felipe ano passado, 12 de Dezembro. Eu vejo um menino apaixonado e uma menina apaixonada, e ambos imobilizados pela avalanche de seriedade da vida adulta.
Não sei dizer bem como me sinto agora. É algo tão nebuloso... Estive relendo minhas conversas antigas com meu namorado e penso que gostaria de não ter me esquecido delas, e que ele não tivesse se esquecido também. Queria não ter mudado, ter me mantido cautelosa e atenta, para jamais ter enlouquecido. Hoje é apenas o segundo dia de um recomeço, e já surgiram problemas. Acho que a chave agora é deixar a ilusão de perfeição de lado e lidar com a realidade de cada dia, que em muitas horas é extremamente doce e suave, e em outras é a mais pura amargura.
Estive escutando Aerosmith nos últimos dias e foi bom, eu não me lembrava o quanto me fazia bem ouvir músicas de revolta com o amor e ainda assim otimistas. Há um buraco em minha alma, e não é um namoro que vai ser capaz de preenchê-lo. Eu me sinto enlouquecendo aos poucos, e aos poucos me afastando da loucura também. Pelo menos não estou mais imóvel.
Ontem foi um dia importante para mim. Resolvi uma antiga pendência que me fez sofrer bastante por um longo período, mas nem tudo está perfeito. Agora, acordada, com fome e sentada na frente do computador, me pego pensando se tenho feito as melhores escolhas, ou tomado as melhores decisões. Olho para mim mesma e penso: se é isso o que eu quero, se é por isso que eu venho batalhando para ter, por que ainda assim continua sendo difícil?
Acho que no amor somos duas crianças perdidas, sem rumo. Sabemos o que sentimos, mas não sabemos como devemos agir ou o que fazer para solucionar os problemas que o caminho nos traz.
Essa foto foi tirada no aniversário do Felipe ano passado, 12 de Dezembro. Eu vejo um menino apaixonado e uma menina apaixonada, e ambos imobilizados pela avalanche de seriedade da vida adulta.
Não sei dizer bem como me sinto agora. É algo tão nebuloso... Estive relendo minhas conversas antigas com meu namorado e penso que gostaria de não ter me esquecido delas, e que ele não tivesse se esquecido também. Queria não ter mudado, ter me mantido cautelosa e atenta, para jamais ter enlouquecido. Hoje é apenas o segundo dia de um recomeço, e já surgiram problemas. Acho que a chave agora é deixar a ilusão de perfeição de lado e lidar com a realidade de cada dia, que em muitas horas é extremamente doce e suave, e em outras é a mais pura amargura.
Estive escutando Aerosmith nos últimos dias e foi bom, eu não me lembrava o quanto me fazia bem ouvir músicas de revolta com o amor e ainda assim otimistas. Há um buraco em minha alma, e não é um namoro que vai ser capaz de preenchê-lo. Eu me sinto enlouquecendo aos poucos, e aos poucos me afastando da loucura também. Pelo menos não estou mais imóvel.
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