Monday, October 19, 2009

Hiatus


A vida tem sido um tanto quanto paradoxal desde Junho. O êxtase do reencontro da minha outra parte, minha essência, meu Daniel... e a tortura do convívio com minha mãe.
Como não poderia deixar de ser, estou à beira de um ataque de nervos e louca para viver algo diferente, algo mágico, algo distante.
Minha mãe decidiu namorar um certo rapaz, e no sábado me deixou um delicado bilhete: desapareça.
Ligue para minha strelinha e pedi "one-night-shelter" literalmente "from the rain" porque choveu à beça e fiquei ensopada. O mais divertido foi tentar pegar ônibus no escuro com conjuntivite (leia-se, cega)! O motorista quase bateu quando dei sinal, e tenho certeza que o cobrador ficou levemente incomodado pq eu ouvi música sem fone (puxa, eu era a única passageira e sentei lá atrás!).
Cheguei enfim com muito custo e muitos DVDs na casa da Poli. Fizemos um bolo maluco/inusitado, pipoca, suco e fomos descobrir que o controle estragou e a única legenda visível era (possivelmente) chinês/japonês/tailandês. Pegamos um DVD emprestado, mas ele só aceitou filmes originais, e da nossa seleção de filmes semi-sorteados para a noite (Três vezes amor, Melhor amigo da noiva, O Procurado, Terra Fria e Maria Antonieta) só o primeiro era original e no fim das contas foi tudo o que vimos. Depois vimos coisas alegres e divertidas que são a cara da Poli e quando mostrei a ela um depoimento muito romântico, ela começou a escrever e me intimou a contribuir com uma linha a cada linha.
Doeu.
E depois foi bom. Foi como se eu estivesse viva. E pude me sentir. E não quero mais parar de escrever.
Esse hiatus já durou uma eternidade na minha vida tão efêmera.

E é isso. Agora eu escrevo de novo, e vivo.

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