Friday, November 18, 2005

Nona da chuva


Água dançante que dos céus descende
Em descompasso atinge o chão; um tilintar displicente
Atinge também meu corpo, meu templo, minha mente.
Seu frio toque me acaricia incólume
E o vento lhe faz curvas moldar.
Em cada trilha um sopro de lágrimas do luar,
Em cada leito um coração a definhar.
A névoa espessa desenha a tênue linha do amor:
Linha da vida, linha da alma, linha da dor!





L.L.Louback

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