Saturday, August 11, 2007

Erro


Há um frio que não cessa.

Há um medo que não se expressa.

Um abismo aqui se encerra, e não existe esperança. É um buraco negro.

Na longa noite que sucede o erro, os pensamentos fixos não vagam, inexistem. Depois de extasiante deleite, de descobertas, carinhos e cumplicidade, vêem lágrimas que destróem todas as belezas encontradas e medos silentes que oprimem mais que o som de mil trombetas.

A noite em seus apitos se desdobra, levando às vezes a nostalgias e palavras de desvelado amor. Confissões debaixo do meu cobertor... Às voltas um vício que provoca pavor... e borboletas no estômago.

No outro dia, o Sol raiou. Continua a raiar em todos os subsequentes... Ilumina, aquece e mortifica o meu ser apavorado. Em transe, ocupo-me até a exaustão... Ignorar uma semente de flor é fácil, difícil é ser tão calculista...




[conversas loucas com meu umbigo]

1 comment:

Anonymous said...

Após um erro sempre vem a confusão. Você se sente bem quando "maquina" o que vai fazer. O problema é quando se toma conciencia do que fez.
Ser atencioso com as coisas é uma verdadeira arte, dizem que devemos ouvir e enxergar mais e falar menos. É uma verdade mas se você não fala o que pensa fica sempre na opinião dos outros...
Prefiro não ser convencional.

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