
Um anjo, um Cupido surgiu em minha vida.
Na verdade ele é uma raposa que me cativou ao primeiro olhar. Restaram-me então os anos seguintes para cativá-lo.
Nunca me senti tão mimada na vida. Tampouco tão feliz, tão completa.
Na foto, meus mimos de aniversário fotografáveis (é, porque não descobri como fotografar a lasanha que por puro capricho quis almoçar, nem o bolo e os chocolates, nem os beijos, os carinhos, o CHÁ de limão feito com mais carinho e zelo que não imaginei jamais ver, os olhares sempre tão esclarecedores... a VALSA!, no escuro, devagarzinho como sempre sonhei... a companhia para pizza e o perdão sempre tão sincero. Se eu for enumerar os presentes do meu Cupido, gastaria seus encantos todos na tentativa. Prefiro o suspense, e a sensação contínua de sonho suspenso a qual seus gestos me submetem.):
-rosas amarelas e vermelhas, mortas há mais de dois anos com um cartão:
"...Trouxe flores mortas para ti
Quero rasgar-te e ver o sangue manchar todas a pureza que vem do teu olhar..."
-uma carta linda acompanhada de duas composições poéticas feitas por ele para mim e ornamentada de forma deslumbrante com um coração aveludado e embrulhada num laço alvo preso com uma rosa rubra!
-Harry Potter and the Deathly Hallows com um marcador colorido sobre um livro hilário!
Olhando para tudo isso, fica a pergunta.
Você existe?

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