Thursday, June 29, 2006

Ao vento


Eu costumava sonhar, daydream, o tempo todo.
Aí um dia destrui a ponte que ligava os sonhos e a realidade: oportunidade.

Hoje eu ando por aí, não digo que sem rumo, mas levemente perdida e levemente encontrada (como aquela pipoca que não se decide se é doce ou se é salgada: é levemente ambos os sabores).

À noite eu sinto frio. De dia sinto medo. Sofro por antecipação. Isso na verdade é uma forma de sofrer menos na hora em que a fatalidade chegar e me torturar.

Impotência emocional é a pior das sensações, e todo dia eu choro muito por causa disso.

Quero férias da minha vida. Mas quanto mais eu desejo, mais impossível isso se mostra.

Não estou apaixonada, não. Já estive. Eu amo-o, sem limites, e após pensar muito nisso. Respeite minha solidão, que é o caminho de aperfeiçoamento que me conduz a ele.

Às vezes eu adoraria se todos fôssemos proibidos de falar em voz alta. Isso me traria muito menos desgosto (pois não escutaria as frivolidades e barbaridades que escuto pela cidade) e ainda assim eu poderia contar com sua voz suave em meu ouvido para me tranquilizar em noites de muita leitura e Beethoven.

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