Sunday, December 25, 2005

Natal


Meus druguinhos, preparem-se para ler um post bem longo. Se não estiver com tempo, pare por aqui e volte depois. Ou não volte nunca.

Minha dor no gúliver me incomoda um pouco os pensamentos, mas nem sempre. Ontem poupei eslovos, hoje não o farei. Haverei de dizer tudo. Meus planos mais imediatos são:
1) Fazer um estudo minucioso sobre 'Laranja Mecânica', com direito a dicionário próprio e listagem da trilha sonora (talvez eu ligue cada música ao acontecimento envolvido na trama).
2) Rever Efeito Borboleta para descobrir o que penso a respeito do filme, e descobrir se as condições emocionais de quem assiste interferem na interpretação.
3) Baixar o máximo de músicas e vídeos possíveis das bandas que eu gosto durante as férias. Eu fiquei um ano coletando e perdi tudo. Preciso me recuperar, oras!
São esses os meus planos. Estou agora ouvindo Lullaby (The Cure), com um ar de garota apaixonada - que não sei dizer se é por estar apaixonada ou por ... bem, não sei, nada nada.

Malice Mizer é muito bom! Me faz pensar que amo alguém (qualquer pessoa, mais claramente). Como se fosse uma dissolução da minha tristeza transformada em amor... lembra, de longe e meio embaçado, o efeito que a Raquel causa em mim. Hoje eu escrevi para ela como eu a vi lá na Bloody, no fim da festa. (perdoe-me por tornar isso público, mas é para que se tenha uma breve idéia de como vc é aos meus olhos) Foi essa a minha descrição:
(Citando eu mesma) "...e lá estávamos quando meus olhos pousaram na criatura mais perfeita que já mirei, Miriel. Uma criança, sim, uma linda criança que me lembrava uma barbie ou uma boneca bem real, vestida de preto com suas meias vinho (efeito de vermelho+preto) e os joelhos arqueados de forma estupendamente mágica. Seus longos cabelos esvoaçavam em torno de si, e me pareceu o ser mais frágil de todas as eras. Seu rosto alvo era de feições delicadas, quase imperceptíveis àquela distância, e tinham um ar de tristeza-por-decepção. Era você. Você, minha linda. Eu parei de dançar e lhe mirei por um longo minuto, entre o qual percebi tudo o que descrevi e me debati entre duas idéias: ir lá e arrancar-lhe daquele colo que não lhe merecia, ou não fazer isso porque talvez tenha sido sua escolha estar ali."

Agora, ao som de Tristania(especialmente tocando minha música preferida que não sei dizer exatamente o nome, afinal, não se deve confiar no que a internet lhes diz!), irei escrever minha teoria natalina e uma breve descrição do meu Natal 2005, bem HORRORSHOW.

Meu Natal começou quando fui esfaqueada na Araújo pagando R$4,60 num papel de presente. Absurdo, mas tudo bem. De lá fui para a casa dos meus avós paternos. Thiago(meu irmão) desceu do carro com o Daniel(meu filho) e eu fiquei no carro embrulhando meu presente de amigo-oculto. Quando entrei, recebi aqueles olhares desprezíveis e desprezivos por ser a ovelha negra da família (não que eu seja negra, é óbvio!). Alguns abraços, uma tia me mandando ter juízo, e subi para o escritório. Meu padrinho estava no MSN do outro lado do continente, e não quis falar com ele, tampouco deixá-lo me ver pela webcam. Fica décadas sem querer saber de mim, ele que se foda, certo?! Pois então. Eis que de tanta tristeza e me sentindo deslocada, me tranquei no banheiro onde a louça é toda preta. Me senti melhor, mas ainda assim chorei. Quando já me sentia melhor, sai e fui direto ao escritório novamente, que dessa vez estava vazio. Lá embaixo, na sala, ouviu durante uns 30 minutos, a família toda reunida, minha tia que está com câncer discursando e depois todos rezando. Certa hora quando acabou me chamaram para fazer o amigo-oculto. Eu me sentei, me sentindo tão mal que nem sorri, nem fiquei tentando adivinhar com quem os outros tinham saído, como geralmente faço e como todos à minha volta faziam. Só me sentei lá, me sentindo miserável, até que meu irmão anunciou que tinha me sorteado e me deu meu novo livro de presente. Abracei-o, tiramos uma foto. Falei, com uma falsa empolgação, características da minha amiga-oculta, que era minha priminha Gabriela, e logo no primeiro chute em que gritaram "Gabi!", disse que era ela mesma, e entreguei o presente. Encerrado o amigo oculto, peguei o Daniel e fui embora, seguindo o Thiago. Meu pai me entregou um presentinho, e nos acompanhou até o carro. Entregou também o presente do Daniel, e fui embora sem nem dizer um breve "Feliz Natal".
Não bebi sequer uma gota de água lá. Não comi nada.
Fui para casa e o resto da história fica para amanhã pq acabou-se o meu tempo!


Marché!

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