Thursday, March 4, 2021

Destilando ódio

Hipersensibilidade. A paz interior está no silêncio exterior e qualquer barulho se torna digno de um ódio mortal. Meus olhos buscam se aprofundar com fogo nas entranhas de quem me rodeia, na esperança de um homicídio por osmose. Nos olhos, chamas. Mas não há paixão, somente sede furiosa de vingança. Eu não digo nada sobre mim mas silenciosamente odeio tudo que as pessoas fazem, sem sequer reclamar. Não, não me manda mil mensagens perguntando porquê eu não respondi! Nem fala comigo, que é melhor. Mas às vezes o vento traz solidão... mas não é da tua companhia que estou sentindo falta, não. Não tenho clima para nada disso, me deixa na minha. Meu ego não é tão forte ao ponto de sofrer em ser preterida pela típica perfeitinha gostosona que vai te trair eventualmente. Nem dó não tenho... É que meu interesse acaba onde sua animalia começa. Então abraço minha amiga e suas lágrimas, vamos beber um vinho e dançar à luz da Lua, vamos exaltar tudo o que somos e que já não há mais quem saiba apreciar. Deixe aos homens suas mentiras e suas ilusões, suas taras e suas negações. A nós o riso e o choro, o colo e o abraço, a dança e a beleza do apreço pela vida. Se somos fortes para permitir ao amor que chegue, se nos permitimos sentir, tampouco vamos morrer ao dizer a ele adeus, deixa ele partir, pois quem parte não é dos seus... A solitude é melhor que essa disputa louca por controle, tão súbita e fugaz quanto teu rosto no espelho.

No comments:

Post a Comment

Make yourself heard here.
Deixe suas impressões, opiniões, faça perguntas, diga o que quiser ;)