Dormi certa noite em meu antigo quarto
Onde tantas horas passei enclausurada
Te amando, te odiando, te vivendo
O ar parece que se impregnou com seu cheiro
A janela guarda a memória da sua silhueta esguia
A cama reteve o seu calor e seu formato, espreguiçando
Sentei-me no beiral da janela aberta, e o farfalhar das árvores escuras cantou seu nome docemente
Me fazendo chorar
Quis me libertar, mas fiquei presa em suas memórias
Senti seu rosto se aproximar do meu, seu sorriso feliz que nunca mais vi
E quis que nenhuma vida minha tivesse existido sem a sua
Escapar desse quarto foi mais do que sair e fechar a porta atrás de mim, de olhos fechados
Escapar dessa prisão mental onde vivo a um pensamento de distância de você é impossível
É como deixar as pirâmides do Egito serem demolidas ou implodir a Muralha da China
É abandonar os tesouros mais valiosos ou nunca ter ouvido Pink Floyd
É criminoso e não-factível
Não dá para viver com meio coração, nem com um pulmão só.

1 comment:
Num quarto muitos segredos, filmes, histórias, soneca, lanches e horas e horas compartilhando mundos... mundos que se uniam por afinidades, por um amor em comum...
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