Tuesday, June 12, 2007

Um dia diferente

Hoje pensei pela manhã em postar em meu espaço virtual a seguinte frase: Would you be my Valentine? Passei a manhã cuidando de mim, depois do meu quarto e me senti muito bem ao perceber que ao aprender cuidar do meu espaço, do local onde vivo e tudo ao meu redor aprendi também a investir tempo no meu psicológico - meus hobbies - e também ao meu corpo, à minha saúde fisiológica. De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) a saúde é o conjunto de três apsceos: bem-estar psicológico, equilíbrio fisiológico e satisfação econômica. Domingo na palestra que participei na FEIG (Fraternidade Espírita Irmão Glacus) adicionaram um aspecto ainda: a saúde espiritual, determinada pela aplicação moral. Estou então sendo capaz de cuidar de mim, e isso me soa muito bom pois em breve ainda conciliarei trabalho, filho... um dia casamento. Até o princípio da tarde fui constantemente perturbada por moças com preocupações banais relativas ao dia dos namorados. Coloquei uma roupa confortável e saí de casa, determinada a cumprir com minhas metas do dia. Peguei o ônibus e fui até o Palácio das artes buscar meu ingresso para a apresentação do Coral Lírico de Minas Gerais que acontece amanhã e aproveitei para pegar flyers interessantes sobre eventos culturais de Junho na cidade. Em seguida caminhei até a Av.Brasil onde fui resolver questões relacionadas à minha obtenção de remédios através do SUS, e fiquei muito contente por ter finalmente dado um passo conclusivo nesse processo. Fui caminhando de volta em direção ao centro, no intuito de ir ao Centro Cultural Belo Horizonte, na Rua da Bahia 1149, mas passando pela Av. Carandaí vi uma igreja aberta e, pela primeira vez em minha vida, tive vontade de entrar para rezar. Fui, sentei-me bem próxima ao altar, e rezei. Depois conversei longamente com Deus sobre minha vida, agradecendo principalmente, e terminei por pedir força a Ele para superar os obstáculos que se apresentarem ao longo de um certo "projeto" da minha vida, se é que posso determiná-lo projeto. Comecei então a ler o Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, que loquei na biblioteca da FEIG ontem. Rezei mais um pouco, e então fui embora. A Lívia que entrou naquela igreja não saiu de lá. Ela era tão fraca... cheia de vicissitudes e materialismos... Eu não sei viver assim. Tenho tamanha força de vontade, tanta perseverança que mal me reconheço. A caminho do Centro Cultural passei pelo Palácio das Artes novamente, observando crianças visitando uma exposição que eu não havia visitado. Entrei então para descobrir se era gratuita, e era. Passei talvez mais de uma hora lá dentro: foi uma coisa fabulosa. É uma Exposição patrocinada pelo Banco Real, eu acho, de Arte Moderna. Tão sem individualidades... me veio logo à cabeça o princípio inteligente, o coletivo... Me apaixonei por "Sonho" e "Êxtase" de Farnese Andrade. Vi obras (provavelmente) originais de Cândido Portinari! Até chorei... foi muito lindo e especial. Finalmente continuei meu caminho e cheguei ao Centro de Cultura e descobri que eles oferecem acesso gratuito à internet; aqui estou eu! =] Em breve os ingressos para o Concerto D'Amore serão distribuídos e lá vou eu aproveitar de mais um evento gratuito de Belo Horizonte. (E ainda tem gente que vive dizendo que BH é uma roça e só tem shopping aqui...). Mas quando comecei a escrever este post minha intenção era explicar porque minha vontade de escrever a "tal" frase passou. Verdade seja dita, eu não preciso gritar aos 4 ventos onde estão as alianças que meu coração faz. Nessa data tão comercial de presentes, cartões e restaurantes, têm casais brigando, têm solteiros sofrendo e agindo promiscuamente "rebelando-se" contra o compromisso e blablabla... mas quem é que está feliz? Eu estou feliz. Meu coração está em paz. Com muitas saudades mas em paz. Escutei hoje tanta, mas tanta gente me dizendo "elogios" (se é que pode-se determinar tais como elogios) e na minha mente a única coisa que passava era: a única pessoa que eu quero conquistar hoje, e todos os dias, é aquele que também agora pensa em mim. Admito que talvez hoje eu estivesse excepcionalmente bela: meu semblante radiava amor, fé, pureza e alegria, e isso deve me tornar radiante. E luz, todos sabem... chama olhares. Não ligo... minha beleza não está na roupa que uso, mas nas coisas que sinto. E foi tudo para ele. E esse pensamento de fidelidade me deu conforto pois desde ... 2003 já não me sentia mais capaz de ser fiel a alguém de mente e corpo. Hoje sou outra, não a de 2003, ingênua. Estou purificada dos meus erros pois me perdoei, e novamente pura, mas com consciência. Faz TODA a diferença. Então, digo sem culpa: Feliz dia dos Namorados, meu bem, pois é do teu que o coração meu se enamorou! E continua a se enamorar mais... mais... sempre!

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