Tuesday, August 22, 2006

Errante


Agora sim, chamem-me louca! Agora sim, digam-me insana!
Agora caluneiem-me e atirem-me pedras, pois sou digna de tais denominações e atos!

Dá para acreditar que estou de novo aonde não queria estar (e isso não está gramaticalmente errado pois não me refiro a nada físico!)??????
Eu não me mereço! AFFF!!!

Que vontade de voltar atrás e não fazer tudo de novo...

Este meu coração já não quer mais te ver
Está preferindo esquecer do dia em que se apaixonou por você
O mundo todo ruindo, tristeza em mim vai tecendo
E eu? Sofrendo, apenas.

Não consigo mais sobreviver sob este louco domínio de terror
Pois no espelho estou sorrindo, mas em meus lábios já sinto o gosto salgado da minha lágrima de dor...
Ela sempre vem com seu rosto pueril de falsas crenças
Que a vê tão bela e a ouve tão sincera até pensa
Que é boa, que tem razão, quem tem Deus dentro dela
Mas quando a beleza se vai só resta a amarga megera
A cruel carrasca de olhos de inferno e voz que desespera.
Ela e suas palavras venenosas, suas idéias delibera
E sobe num mágico patamar invisível de aspereza
(Sente-se a mais pura realeza)
E com uma espada cega faz-se justiceira
Corta n'alma minha tudo que há de são, de bom, de perdão...
É uma espada feita apenas para espetar
Para ferir e matar, desatar cicatrizes e as mágoas acordar.

E nos meus sonhos ela flutua com lábios costurados e vestes azuis
Cabelos ao vento dançando, num paraíso chamado silêncio...

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