Sunday, July 24, 2005

A Rua dos Cataventos


Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.


Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.


Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!


Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

(A rua dos cataventos - Mário Quintana)

Tuesday, July 19, 2005

Friends


Meu aniversário ontem, Pizza Hut!

Monday, July 18, 2005

Hiei


Meus dias sem você, são tão escuros
tão compridos, tão cinzas
Meus dias sem você, são tão absurdos
tão amargos, tão duros
Meus dias sem você, não têm descanso
é inútil dormir se você não está por perto
Meus dias sem você são um desperdício
As horas não tem princípio nem fim
Tanta falta de ar...
Me sinto tão vazia
de tantos diamantes derramar
Meus dias sem você, são como o céu
sem luas prateadas e estrelas brilhantes
nem rastros de sol, são o céu de estrelas muertas e sin color...
meus dias sem você, são só um eco
que sempre repete
a mesma canção
Pisando nas pedras, no gelo
ainda sigo esperando que me traga de volta
ainda sigo buscando na cara dos anciões
traços de suas crianças
Caçando motivos que me façam crer
que ainda tenho vida
Que ainda tenho um coração batendo, em meio a esse frio congelante
me afogando em pranto
Te estranhando tanto
Meus dias sem você
Como doem meus dias,sem você...